Memória freak: 7 de janeiro de 2011

Eu me lembro muito bem de cada detalhe daquele instante. As duas sentadas no banco daquela pracinha tão amigável, e que até hoje causa aquela saudade boa. Ela vestia a mesma jaqueta jeans que, no dia anterior, havia sido usada pra esconder uma carteira de Free verde, e agora cobria os braços que aqueciam meus ombros gelados. Minha mão direita repousava sobre uma de suas pernas que curvava-se sobre meus joelhos estendidos. Havíamos ficado juntas desde as três horas da tarde daquele dia, que já estava quase acabando. 21:37.

"Eu tenho vontade de dormir com você!", ela disse, com um sorriso que se interrompeu em 3 segundos. "Digo, realmente dormir... abraçada em você, embaixo do edredom".

(a gente se conhecia há sete dias)

"Eu também!", respondi, meio sonhadora, me perguntando se isso aconteceria um dia, certa de que levaria um bom tempo pra que esse plano se realizasse.

(um beijo. 21:43.)

"Eu queria que as coisas ficassem sempre como estão agora", ela falou, quase lamentando.
"Não ficam?"
"Não, a gente se acostuma, começam as brigas e as turbulências, até que a gente enjoa...acho."
"Eu tenho tantas personalidades, que, quando você enjoar de uma, outra aparece e começa tudo de novo."

(uma risada audível de presente pela piada boba.)

Quando cheguei em casa, nesse dia, eu enviei a ela a seguinte mensagem:
"Faz um favor pra mim? Se esforce pra que isso não passe tão cedo. Eu quero me sentir assim por muito tempo ainda".

E ela me respondeu: "Eu também. Tipo, muito".

Eu me lembro também daquela música pela qual a gente se apaixonou por um tempo, que dizia "whenever you feel like we're growing apart, let's just go back to the start". Parece sintetizar tudo.

De volta ao começo. De novo. Tomara.

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